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Apologética cristã

Um alerta aos cristãos: entenda como funciona a manipulação social através da mentira

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Você pode pensar que para acreditar numa mentira é preciso ser muito “bobo”, desatento ou ter muita falta de conhecimento acerca do que estão afirmando ser verdade. Diante da manipulação social, muitos são tão “seguros” de suas convicções que nem chegam a considerar a possibilidade de serem enganados.

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O método de imposição ideológica mais eficaz e amplamente utilizado pelos veículos de comunicação, organizações e líderes, não é o que lhe convence de algo de um dia para o outro, mas sim aquele que te faz assimilar gradualmente o que podemos chamar de sugestões preliminares contínuas.

Estas sugestões não configuram a mentira, propriamente, mas elementos do dia-a-dia que, estrategicamente, apontam para o que deverá ser assimilado como uma “verdade”. Vemos esse conceito claramente numa famosa frase atribuída ao genocida Adolf Hitler:

“Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, e eventualmente todos acreditarão nela”.

Ora, essa afirmação não é apenas uma teoria, mas uma realidade comprovada, por exemplo, pelas ações do próprio Hitler, o qual conseguiu fazer em pleno século XX com que milhões de pessoas acreditassem na existência de uma raça “superior”, sendo outras destinadas à escravidão ou extinção, como verdadeiras pragas!

Só em pensar que tamanha mentira convence radicais até os dias de hoje, dá para notar a gravidade do problema e como ele pode afetar uma sociedade por gerações, baseando-se, apenas, numa cultura de mentiras.

Estamos falando, portanto, do que afeta diretamente a conduta humana, os valores que norteiam suas ações e objetivos, bem como sua fé e crenças. Não se trata de “esconder o doce de uma criança”, mas de estabelecer concepções pelas quais uma população inteira poderá seguir, e colher, consequentemente, os frutos de uma mentira.

Como identificar o processo de implantação da mentira?

A mentira social passa por sete fases, são elas: Questionamento, Sugestão, Argumentação, Divulgação, Defesa, Normatização e Verdade. Por isso chamaremos isso de “as sete fases da mentira”.

Em cada fase existem características que podemos observar, pois são típicas e necessárias para que o objetivo da mentira possa evoluir. Este processo muitas vezes não é consciente, ou seja, aqueles que defendem a mentira nem sempre sabem que é uma mentira, pois acreditam ser uma verdade.

No entanto, são suas ações em prol dessa suposta “verdade” que vão caracterizar se o que defendem é realmente uma verdade ou não. Vejamos abaixo as sete fases da mentira e suas características:

1º – Fase – QUESTIONAMENTO

Levanto a pergunta: “A pedofilia é realmente uma doença?”

2º – Fase – SUGESTÃO

Resposta: “A pedofilia pode ser apenas uma orientação sexual”

3º – Fase – ARGUMENTAÇÃO

É criada uma teoria ou simples pensamento que visa “justificar” e “fundamentar” a sugestão, por exemplo:

A pedofilia é vista como um crime em nossa cultura devido ao padrão sexual desenvolvido ao longo dos tempos, mas era/é uma prática comum em outros povos, principalmente na antiguidade, quando moços e moças, a partir dos 08 (oito) anos eram “despertados” à sexualidade por seus senhores, sacerdotes e mestres, através de ritos religiosos e lições morais.

O estereótipo criado sobre essa orientação sexual é fruto de uma normatização cultural, influenciada, principalmente, pelo cristianismo, cujas leis estão baseadas na crença de que para Deus “a sexualidade infantil é um pecado”. Algo muito contraditório.

Em alguns casos, este simples argumento é suficiente para deixar muitos em dúvida.

4º – Fase – DIVULGAÇÃO

Nesta fase, a mentira tida como verdade será divulgada o máximo possível. Isso visa à popularidade do conceito, pois quanto maior o número de pessoas em contato com ele, maior será a probabilidade de aceitação.

Essa divulgação não é feita de qualquer maneira, ela é pensada estrategicamente para não ser vista de forma negativa, por isso é comum associar o conceito (mentira) às coisas comuns do dia-a-dia, procurando, SEMPRE, passar a imagem de naturalidade e aceitação.

Perceba que o melhor recurso para tratar isso em público é a comédia e o drama, sendo os filmes, novelas e programas de TV as melhores ferramentas para o alcance desse objetivo – tenha como exemplo alguns filmes norte-americanos de grande sucesso, voltados para jovens.

5º – Fase – APOLOGIA/DEFESA

Diferente da divulgação (que não demonstra opinião, mas apenas ilustra o conteúdo), nesta fase, acompanhando a divulgação, é atribuído valores e benefícios ao conceito-mentira para tornar a aceitação ainda mais fácil. Tendo como exemplo a questão da pedofilia, o argumento poderia ser como esse:

A pedofilia, se entendida como orientação sexual, poderá ser regulamentada, dando ao pedófilo a oportunidade de se mostrar, ao invés de se esconder. Isso diminuiria significativamente os abusos cometidos atualmente, pois assim essas pessoas poderiam ter acesso a material controlado, em que a sexualidade infantil fosse tratada não como um “tabu”, mas sim de forma natural, “instintiva”, como realmente é.

Definir uma idade para a expressão sexual infantil é um equívoco, pois existem crianças com 10 anos que se comportam como se tivessem 20, enquanto adultos de 30 agem como crianças. Isso, porque, não são os pais ou a sociedade quem determina sua iniciação sexual, mas sim o seu próprio organismo e maturidade mental.

A expressão sexual infantil, portanto, assim como a identidade de gênero, deve ser encarada com olhos do humano, puramente humano, sem os preconceitos construídos por tradições culturais e religiosas. Fazendo isso teremos pessoas mais equilibradas emocionalmente, uma sociedade menos artificial e mais natural, na forma como determina a espontaneidade de nossos instintos e sentimentos.

O argumento acima é um exemplo do que seria uma resposta apologética em favor da pedofilia. Observe que seus preceitos são falsos em muitos aspectos, não só ética e moralmente, mas também biologicamente.

Todavia, o apelo argumentativo para questões abstratas e com aparência de humanização faz com que ele possa convencer muitas pessoas inclinadas a reconhecer não só a pedofilia como uma suposta orientação sexual, como a erotização infantil como algo aceitável, o que não é.

6º – Fase – NORMATIZAÇÃO/ROTULAÇÃO

Esta é a fase em que o questionamento e a argumentação CONTRÁRIOS são eliminados, geralmente distorcidos, esquecidos ou simplesmente ultrapassados, dando a eles o status de “banalidade”.

Isso acontece para que não haja possibilidade de contra-argumentar as sugestões que já foram dadas, disseminadas e assimiladas como uma possibilidade real. Nesta fase, todo e qualquer entendimento contrário ao que já foi proposto é visto como retrógrado, fundamentalista, conservador, etc.

Perceba que as fases anteriores de divulgação e apologia continuam agindo, porém, dessa vez, tornando o conceito-mentira uma normatização cultural, enquanto toda resistência a ele é rechaçada como “fundamentalista”, “radical”, “preconceituosa”, etc.

7º – Fase – “VERDADE”

Nesta fase, pensar ou sugerir uma ideia contrária não é apenas ser ultrapassado ou “fundamentalista”, mas absurdo, ignorante e ofensivo. Insistir com essa postura seria equivalente a cometer um crime!

Para tal, organizações são/foram criadas no intuito de fiscalizar e defender os “direitos” daqueles que defendem o tal conceito-mentira, justamente para inibir, nos moldes da lei, toda forma de expressão que contrarie não só às ideias desse “novo” conceito, mas também os interesses sociais, políticos e comerciais envolvidos.

A sociedade nesta fase já assimilou o que antes era uma mentira, agora contada como verdade, por isso ela se divide em opiniões contrárias. A base de sustentação para normatizar determinado pensamento ou conduta, nesta fase, não é mais o conhecimento científico, ético, puro e imparcial, mas sim os interesses que norteiam o pensamento e filosofias de seus defensores.

Os resultados de uma mentira implantada na sociedade como verdade são devastadores por gerações, prostituindo todas às áreas de atuação humana, a começar pela produção de conhecimento, e eles estão intimamente relacionados aos interesses humanos daqueles que mais dominam o poder, e não necessariamente ao compromisso com a realidade dos fatos.

Por isso, uma mentira mascarada de verdade sempre é percebida quando confrontada, pois ela NÃO SUPORTA O CONFRONTO, uma vez que suas bases ideológicas são destituídas de elementos lógicos, “palpáveis”, mas sim, e apenas, mascaradas por teorias segundo os interesses particulares de quem lhes defende.

Temas como o aborto, religião, sexualidade, direitos humanos e economia, são quase sempre instigados por tais conceitos, onde a verdade nem sempre está em acordo com a realidade, isto é, são mentiras disfarçadas.

O exemplo que usamos com a pedofilia pode ser facilmente aplicado a vários tipos de condutas e “conceitos”. Os argumentos apresentados como exemplo são reais, utilizados por pessoas e grupos defensores da Pedofilia como sendo uma “orientação” sexual, e não um crime perverso e transtorno. Portanto, acredite, isso é mais real do que você imagina!

Conclusão

As sete fases da mentira aqui apresentadas são um processo longo, duram anos, décadas, onde a conquista ocorre principalmente na mudança de geração. Daí o motivo pelo qual crianças e jovens são constantemente “bombardeados” por diversas formas de comunicação, não dando a eles a oportunidade de pensarem criticamente por conta própria, mas sim de pensar segundo as diretrizes que o sistema lhe “determina”.

Finalmente, cabe a cada cidadão, especialmente os cristãos, ter o cuidado para se informar, construir conhecimento suficiente para saber discernir o montante de informações que são jogadas diariamente em nossa mente, e perceber que muito do que se entende e vivencia como verdade, ou naturalidade, foram apenas sugestões de uma mentira implantada paulatinamente.

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