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Mundo cristão

Mulher de personal precisou vender comércio por sofrer ataques, mas mantém a fé

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Sandra Mara Fernandes, esposa do personal trainer Eduardo Alves, que foi vista pelo marido tendo relações com o ex-morador de rua Givaldo Alves de Souza, concedeu uma entrevista, onde falou pela primeira vez do episódio do qual, segundo ela, foi vítima em decorrência de uma surto psicótico.

O jornal Folha de S. Paulo revelou que Sandra possui origem humilde, já tendo trabalhado numa lavoura de café em Minas Gerais, estado em que nasceu, com apenas 14 anos. Aos 18 se mudou para o Distrito Federal, onde trabalhou como empregada doméstica, manicure e recepcionista.

Após isso, Sandra conseguiu abrir uma loja de roupas, a qual vinha administrando até o episódio ocorrido em maço desse ano na região de Planaltina. Contudo, depois de ter sido exposta nas mídias sociais e na TV, em particular por causa dos relatos obscenos de Givaldo, ela passou a sofrer ataques.

Sandra contou que precisou vender o seu comércio e se mudar de cidade, a fim de se proteger das ofensas.  “Ele me expôs como mulher, como ser humano, ele me atacou de todas as maneiras possíveis, então, ele acabou ali com a minha moral”, disse ela ao se referir ao ex-morador de Rua.

“Criaram perfis falsos em meu nome usando as minhas fotos. A população acreditou que tudo aquilo que ele falou era verdade”, destacou. “Vivemos numa sociedade machista e por isso tenho sofrido ataques. O que mais me dói nesses ataques é quando eu sou atacada por outras mulheres. Porque vir de outra mulher é muito sofrido”.

Um laudo médico-psiquiátrico apontou que Sandra possui transtorno afetivo-bipolar, algo do qual ela não sabia até então. No dia do ocorrido com Givaldo, ela estava em surto e só se deu conta do que ocorreu, 15 dias após ter sido internada para tratamento.

Sandra contou que estava alucinando no dia, achando que Givaldo era o seu marido, mas também uma figura representativa de Deus. Ela contou que no momento em que Eduardo chegou no local do incidente, pediu para que ele não agredisse o mendigo, achando que ele estaria “matando Deus”.

“Comecei a ter crises de ansiedade e tiveram que reforçar um medicamento. Comecei a dormir mais do que ficar acordada. Como mulher, comecei a sentir nojo de mim. Tive uma crise em que me perfurei 28 vezes com uma caneta no punho esquerdo, por não aceitar aquilo. Eu não queria aceitar que aquilo tinha acontecido realmente”, disse ela.

Apesar de tudo, Sandra contou que mantém a sua fé em Deus. Ela disse ter se convertido a Cristo quatro dias antes do ocorrido. Seus familiares, contudo, não querem que ela retorne à igreja devido ao medo do ambiente despertar nela algum gatilho emocional.

“Estou afastada da igreja por meus familiares acreditarem que o meu surto tem a ver com a religião. Por enquanto, estou lendo a Bíblia e tenho minha fé mais ainda, mas ainda não me sinto preparada para voltar para igreja, nem católica nem evangélica”, diz.

“Não estou preparada para continuar em uma religião. Não sei como vai ser futuramente, mas por enquanto a única certeza é que não preciso me colocar dentro de uma igreja para que minha fé em Deus se mantenha”, conclui a empresária. Assista uma entrevista feita com ela, pela Record:

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