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Mundo cristão

Pastor convidado para campanha de Lula já foi preso por posse de arma e droga

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Em pleno ano eleitoral, o número de líderes religiosos, incluindo pastores, que ingressam nas campanhas de alguns candidatos aumenta substancialmente, especialmente quando a disputa envolve a presidência da República. O pastor Paulo Marcelo Schallenberger, da Assembleia de Deus em Foz do Iguaçu (PR), é uma dessas pessoas.

Segundo informações do Correio Braziliense, “Schallenberger é um dos simpatizantes de Lula e foi escolhido pelo petista para fazer a ponte entre ele e os evangélicos, de olho nas eleições de outubro”, sendo mais uma figura do segmento gospel a entrar no palco da disputa política em apoio à esquerda.

“O povo da igreja nunca foi manipulado da forma que foi. Antes, era apenas orientado à urna”, disse Paulo Marcelo ao Correio. “Se antes política era do diabo, agora é: ‘Se não tivermos um representante, nós seremos governados pelo diabo’. A igreja começou a querer esse poder para si e, daí, nasceu o bolsonarismo”.

O líder assembleiano chegou chegou a dizer que as igrejas se tornaram “milícias digitais”, sendo usadas como “massa de manobra”. Curiosamente, em 2020 o mesmo pastor Paulo Marcelo recebeu o apoio do também pastor da Igreja Assembleia de Deus, Marco Feliciano, um dos líderes do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, para concorrer a vereador em São Paulo.

Preso por porte de arma e droga

Em seu histórico, um fato pode prejudicar os objetivos do PT em conseguir votos através do pastor Paulo Marcelo. Isso porque, o líder religioso chegou a ser preso em 2014, após um  mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Cível de Foz do Iguaçu.

Na época, foi feita uma denúncia de que haveria uma arma na casa do pastor. Ao chegar no local, os policiais apreenderam uma pistola 380 com dois carregadores e 45 munições intactas, além de um pino com substância branca, que os policiais acreditavam ser cocaína.

O pastor Paulo Marcelo, no entanto, alegou que o produto apreendido pertencia ao seu segurança particular, contratado – segundo ele – por causa de ameaças sofridas na época contra a sua família. Ele chegou a divulgar uma nota por meio das redes sociais esclarecendo o ocorrido.

“Há meses convivia com um terror psicológico e emocional [por causa das supostas ameaças]. Como minha família esta sozinha e eu em minhas muitas viagens, contratei um segurança pessoal, que trabalha e às vezes permanece em minha residência, outras me acompanha durante o dia, me leva ao aeroporto, para a igreja, leva meus filhos ao colégio e os busca”, diz a nota.

“Houve uma denúncia que em minha residência havia alguém armado. Foi expedido um Mandado de Busca e Apreensão, e na data de 16/07/2014, tal Mandado foi cumprido, sendo encontrada a arma no coldre, e dentro coldre algo que ainda não sabemos o que se trata que foi notificado como aparente entorpecente. A arma e o possível entorpecente estavam no mesmo lugar, lugar esse que meu funcionário frequenta e havia deixado sua ferramenta de trabalho lá”, completa o texto.

“Apresentamos o registro da arma, pois tal é devidamente legalizada, como um funcionário já informou pertencer a ele o que foi encontrado. Já informei a meu pastor Presidente Isaias Cardoso dos Santos, ele recebeu meu funcionário, entendeu o ocorrido e como me conhece há 19 anos e minha história fala mais alto que um fato”, diz o documento, segundo o Gospel Mais.

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