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Mundo cristão

STF: relatora da sabatina do pastor Mendonça pede respeito ao “Estado laico”

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A sabatina do pastor André Mendonça finalmente foi marcada, após longos quatro meses de espera. Ela será realizada amanhã na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, que é presidida pelo senador Davi Alcolumbre. A relatoria ficou a cargo da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que já se manifestou sobre o assunto.

Eliziane foi escolhida por Alcolumbre para ser relatora após um pedido feito pelas bancadas evangélica e feminina, também levando em consideração o fato de ser evangélica. Aparentemente, o parlamentar também teve a intenção e afastar algumas críticas de que ele estaria agindo com preconceito contra a indicação de Mendonça ao STF, por se tratar de um pastor.

Mendonça, como já noticiado no Profeta Cristão, além de jurista com sólida formação e experiência no setor público, também é pastor da Igreja Presbiteriana. Em face disso, Liziane também cobrou compromisso do ex-ministro quanto ao “Estado laico”.

“Por se tratar do indicado um integrante do movimento protestante, recai sobre ele grandes responsabilidades e compromissos para com o Estado Laico e a democracia, temas que serão o centro da inquirição que faremos no dia de hoje”, diz o trecho de um documento em que ela dá parecer favorável à indicação de Mendonça para o Supremo.

A sabatina do pastor ocorrerá na quarta-feira (1), dia primeiro de dezembro, e deverá se concentrar, entre outros temas, na questão religiosa e na posição do jurista sobre decisões polêmicas envolvendo a operação Lava Jato.

Discriminação velada

O destaque sobre a fé do pastor Mendonça, por ter sido indicado ao STF, é algo que esconde uma discriminação velada em relação aos evangélicos, visto que nas indicações anteriores não houveram críticas e questionamentos dessa natureza, mesmo com os outros ministros também tendo suas crenças e religiões.

Ou seja, por que só no caso de um evangélico esse tipo de questionamento é levantado? Sabemos que não se trata por ser pastor, visto que a função exercida por Mendonça no STF será a de juiz de Direito, e não de líder religioso.

O questionamento é sim, portanto, por discriminação religiosa em relação a figuras evangélicas ocupando postos de autoridade, visto que o mesmo já ocorreu em relação ao atual ministro da Educação, Milton Ribeiro, que também é pastor da Presbiteriana, e também com a ministra Damares Alves, que já exerceu cargo de liderança religiosa.

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